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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

NO NEVOEIRO

Caminhando vagarosamente com o nevoeiro o envolvendo. Pobre homem aquele que se desiludiu de todas as ilusões, perdendo o que restava, sua vontade de viver. Vagarosamente ele corre em desespero, sem saber para onde, quanto mais se é certo. Escrevendo sem pensar, a letra de um suicida por meio de seus textos, o que não cabe a ninguém saber. Talvez sirva de exemplo para ninguém saber o que se passa dentro da própria mente. O nevoeiro o envolve, e se escuta o que é brindado por taças ocultas, por mãos gananciosas que não são conhecidas ao acaso.
Para ele a dor é um mero atraso de vida, já que dela não sente tanto, sabe que é apenas passageira. A dor... Para ele mais dói é as feridas não vistas e as por ele causadas, sem o motivo para viver é difícil estar vivo, e ter conhecimento disso...
A morte, sua companheira, que não satisfaz seu desejo, todos os dias o visita.

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