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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

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Em fúria
Virado zetélo
Já não ia discutir quanto mais brigar
Estava destinado a matar alguém
Não via empecilhos, mirava focalizado em um golpe na garganta
Não via conseqüências de seus atos
Tirar a vida de um ser quem tem esse direito?
Na hora saberia que este pararia de respirar, este era seu instinto
Sabia que não seria o suficiente
Tornaria a golpear até saciar toda seu demônio

Ela simplesmente viu
Deixou quieto para ver a reação
A ferra no volante a querendo voar atrás de quem a tripudiou
Como que se esperasse a hora certa de agir
Esperou a freada brusca em cima da hora
Demonizado sai do carro sem fechar a porta
Todos em volta do outro integrante da desavença se retiram
Parecem saber a desgraça a caminhar

Ela entra na frente
Empurrando-o para traz
De nada adianta
Sua força não se compara a do demônio
E o outro ser também não se recua
Sempre quis esta confusão
Até que enfim ela vê ele ao estremo do estremo
Então vê sua hora de agir para o mal evitar
Abraça seu braço e acalma a fera que não consegue arrastar o conflito interno
Que retoma a consciência, e vê a que mais ama implorando que isto não faça
A donzela controla a armadura incontrolável de um e noventa

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