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domingo, 30 de outubro de 2011

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Eu estava aqui a te esperar
E você com toda a sua preponderância
Arrogância, intolerável de estar sempre certa

Eu sempre ao tentar te conquistar
Você superior a tudo
Nada toca, nada comove, nada de nada

Eu com todas as força a mim pertencentes
Santificava, querendo tela só para mim
Egoísmo meu talvez

Então com minhas mãos sangradas
De tantos murros de tantos murros em ponta de faca dar
Fui me recolhendo afastando

E você de alto de seu pedestal ilusório não viu
Arrogância de seu modo de ser afastou a quem tanto sem nunca te tocar
E assim foi se esvaindo o amor que não foi carnal

Um amor de verdade, que sempre foi real

E o que resta é à sombra de quem nunca mais amou
Naquela noite que o coração trousse nas mãos para te dar
Voltou para traz amargurado
A esconder o coração onde ninguém mais poderia achar
Coração que ninguém mais vai iludir ou roubar

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